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Policiais Federais voltam à atividade

Fenapef

Após 69 dias de braços cruzados, os agentes, os papiloscopistas e os escrivães da Polícia Federal puseram ontem fim à greve. Aprovada em assembleias promovidas pelos sindicatos estaduais, a decisão teve como ponto de partida uma reunião, na última semana, entre representantes nacionais do movimento paredista e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que aceitou reiniciar as negociações. As atividades deveriam ser retomadas em todo o país às 14h de ontem.

 




De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Vinício de Souza Wink, Cardozo se dispôs a discutir o plano de carreira dos policiais, proposta que pode implicar reajuste salarial. "Queremos uma lei que reconheça o nosso trabalho e vamos lutar por isso", disse Wink. Apesar da promessa do ministro, o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, deixou claro, em entrevista ao Correio, no último dia 7, que quem não aceitou a oferta do governo até 31 de agosto passado terá reajustes ainda menores.

 




Os policiais federais disseram não à proposta do Palácio do Planalto de aumento de 15,8%, em três anos, sugerida a todos os servidores federais. A principal reivindicação da categoria é a reestruturação da carreira, que passaria a considerar as atividades de agente, papiloscopista e escrivão de nível superior.

 




Racha



De acordo com a Fenapef, os policiais — que têm vencimentos entre R$ 7,5 mil e R$ 13 mil — não recebem reajuste há mais de seis anos. Com a proposta de reestruturação e o pedido de equiparação salarial às carreiras de Estado, os valores subiriam para R$ 11,5 mil e R$ 19 mil, respectivamente. As reivindicações causaram um racha na corporação, pois delegados e dirigentes da PF são contrários à equiparação.

 




Durante os mais de dois meses de paralisação, os policiais fizeram diversos protestos e manifestações em todo o país. Chegaram a realizar operações-padrão, mas, por causa dos prejuízos causados à população, foram proibidos de fazê-las por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Serviços, como a expedição de passaportes, também foram prejudicados.

 



Fonte:Fenapef


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