Notícias do Sinpol-MS

Polícia Civil divulga levantamento sobre trabalho contra o tráfico de drogas

Mato Grosso do Sul é líder nacional em apreensões de drogas, de acordo com dados divulgados pela Sejusp no início da semana. Em média, 178,1 toneladas de entorpecentes foram retiradas de circulação durante os primeiros seis meses deste ano. O balanço aponta que cerca de 966 quilos de maconha são apreendidos diariamente no Estado.

Grande parte dos autos de prisão em flagrante nesses casos, são feitos pelas Depacs da Capital.

Conforme o levantamento, um a cada três flagrantes registrados nas delegacias de plantão são de tráfico de drogas. Dos 1.358 autos de prisão em flagrante confeccionados pelas Depacs Piratininga e Centro entre janeiro e julho deste ano, 43% são por tráfico de drogas.

Para o Sinpol, esses autos deveriam ser responsabilidade da Polícia Federal, já que o tráfico de drogas é um crime federal. Porém, por causa de um convênio firmado entre a União e o Estado, a Polícia Civil acaba por realizar esse trabalho, envolvendo apreensões, destinação de entorpecentes apreendidos e prisões de criminosos, que acabam nas penitenciárias estaduais.

“O Sinpol é contra esse convênio. O policial civil deixa de atender casos locais para desempenhar um papel que é da Polícia Federal, e sequer é valorizado por isso”, declarou Giancarlo Miranda, presidente do sindicato.

 

ESPECIALIZADA

 

Além das ocorrências de tráfico registradas nas Depacs, há também o trabalho da Denar, que apreendeu 719,9 quilos de drogas e registrou 224 boletins de ocorrência só no primeiro semestre deste ano, além de instaurar 565 inquéritos e 178 TCOs para apurar o tráfico na Capital.

“Mesmo com poucos recursos, o policial civil sempre trabalhou muito protegendo a sociedade. A Denar, por exemplo, sequer tem prédio próprio. Mensalmente o Estado gasta R$ 13 mil com aluguel”, finalizou Giancarlo.


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