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Sinpol cobra investimentos na fronteira do Secretário de Segurança Pública

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Na sexta-feira (09), o Sinpol-MS reuniu-se com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Carlos Videira, e o delegado-geral da Polícia Civil, Marcelo Vargas, para debater a degradante situação da fronteira de Mato Grosso do Sul e o brutal assassinato do investigador Wescley Vasconcelos Dias. O sindicato cobrou que a investigação seja efetiva até que o crime seja elucidado e que os policiais civis, que estão lotados na fronteira, tenham maior segurança, através de reforço de policiais e estrutura adequada. Segundo o presidente do Sinpol-MS, Giancarlo Miranda, foi solicitado o pagamento de diárias aos agentes de polícia que estão fazendo o reforço atualmente e que haja o revezamento de equipes. “É preciso que a Polícia Civil se faça presente na fronteira demonstrando sua força. Não vamos deixar que a morte do Wescley seja em vão”, declarou.  A entidade solicitou a antecipação das fases do concurso público para as funções de escrivão e investigador, para que iniciem a academia e possam ser nomeados ainda durante este governo. O secretário afirmou que a Sejusp também deseja agilizar o certame para aumentar o efetivo ainda este ano.

Giancarlo lembrou que o governador Reinaldo Azambuja prometeu a implantação do adicional de fronteira, inclusive, o sindicato fez um esboço do projeto com a inicial contemplação de algumas cidades e ampliação progressivamente, contudo a administração estadual não deu prosseguimento. Videira declarou que o Estado já ultrapassou o teto máximo da Lei de Responsabilidade Fiscal, mas que ele estaria tentando viabilizar o adicional de fronteira.

 

Ação do governo federal

O Sinpol-MS cobrou que o governo do estado solicite ao governo federal mais investimentos na Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal para que tenham condições de cumprirem suas atribuições. De acordo com Giancarlo também é necessária a convocação do Exército para defender o estado brasileiro. “O problema que motivou a intervenção militar no Rio de Janeiro começa na fronteira, principalmente em Mato Grosso do Sul”, destacou. Videira afirmou que já tem uma reunião marcada com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, na próxima semana para debater este tema.

O Sinpol-MS já prepara manifestações para mostrar aos governos estadual e federal que a fronteira precisar reagir e, por isso, solicita que a categoria esteja atenta aos comunicados no site oficial.


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