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Noites mal dormidas aumentam proteínas ligadas ao Alzheimer

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Quantas noites mal dormidas temos ao longo da vida? Não dá nem para calcular, mas o que pouca gente sabe é que esse hábito ruim pode ter consequências preocupantes no futuro: um novo estudo do Instituto Nacional da Saúde de Maryland descobriu que uma simples noite de sono inquieto pode aumentar a quantidade de proteínas ligadas ao Alzheimer.

A pesquisa foi divulgada pelo site da revista Superinteressante. A questão traz à tona, mais uma vez, o debate sobre a rotina desgastante do trabalho policial e as consequências para a saúde do servidor.

Pessoas com Alzheimer possuem grande quantidade de uma proteína chamada beta-amiloide, acumulada em grande quantidade no cérebro. A ciência ainda não explica exatamente de que maneira ela influencia na doença, mas hipóteses as relacionam diretamente com a causa do mal. E, segundo o texto, a nova pesquisa revelou que uma noite mal dormida causa um efeito notório nos níveis de beta-amiloide.

A descoberta foi feita através de um teste: cerca de 20 voluntários saudáveis foram avaliados durante duas noites de sono, a primeira com um período confortável de descanso e a segunda com bem menos tempo – cerca de cinco horas apenas.

Usando marcadores radioativos, varreduras feitas após o experimento detectaram um aumento significativo de beta-amiloide no organismo de quem havia dormido mal, em duas regiões do encéfalo diretamente ligadas ao Alzheimer: o hipocampo, responsável pela memória, e o tálamo, associado à regulação do sono, consciência e transmissão de sinais para o cérebro.

 

TRABALHO POLICIAL

 

Não é a primeira vez que sono ruim é associado ao Alzheimer. Pessoas que sofrem com essa doença geralmente possuem histórico de noites mal dormidas anos antes dos sintomas da doença surgirem – o hábito é comum, por exemplo, entre os policiais civis do DF: aqueles que trabalham no expediente ainda cumprem sobreaviso, sendo acionados sempre que crimes graves acontecem em suas respectivas áreas de atuação.

Esses chamados ocorrem, sobretudo, durante a madrugada nos dias do fim de semana. Além disso, as campanas durante as investigações chegam a durar dias, podendo atravessar noites inteiras.

Nas operações para cumprimento de mandados de prisões ou de busca e apreensão, normalmente têm início às 4h da manhã e as equipes permanecem em diligência por 10 ou até 12 horas seguidas.

A escala de plantão, nas delegacias do DF, são de 12 ou 24 horas ininterruptas, durante a noite inclusive. Os policiais civis que trabalham nesse esquema, contudo, não encerram a jornada exatamente no horário: é comum extrapolarem o horário para finalizar procedimentos de prisão, perícias, oitivas e apreensões.

 

MENOS SONO

 

Um fator curioso apontado pela pesquisa é que o sono é reconhecidamente importante para eliminar resíduos do cérebro – o que pode explicar porque, no teste, as pessoas tinham mais beta-amiloide depois de dormirem menos.

Mas, segundo a revista, conclusões definitivas ainda não podem ser tiradas. É fato que a proteína aumentou – mas não está claro se o sono ruim é apenas um sintoma inconsequente ou se contribui, de fato, com a doença.

Vale frisar, contudo, que essa é apenas uma das consequências à saúde do servidor em razão do trabalho – mas, assim como tantas outras, não pode ser ignorada no debate sobre a aposentadoria policial.

 

Fonte: Sinpol-DF Com informações da Superinteressante


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